Um grupo de 13 ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) enviou uma carta ao presidente da Corte, Edson Fachin, pedindo uma resposta institucional diante do que classificaram como a “mais aguda crise” da história do tribunal.
No documento, divulgado nesta terça-feira (8), os ex-ministros solicitam que Fachin convoque, com urgência, uma sessão pública do Plenário para determinar a apuração dos fatos recentes, com respeito ao devido processo legal.
A carta não menciona nomes nem episódios específicos. Os signatários afirmam, entretanto, que os acontecimentos divulgados recentemente estariam comprometendo a autoridade do STF, a confiança da população e a estabilidade das instituições democráticas.
O documento é assinado por Ayres Britto, Carlos Velloso, Celso de Mello, Cezar Peluso, Ellen Gracie, Eros Grau, Francisco Rezek, Ilmar Galvão, Joaquim Barbosa, Nelson Jobim, Néri da Silveira, Rosa Weber e Sydney Sanches.
Em uma manifestação separada, Celso de Mello afirmou que nenhuma autoridade está acima da lei e defendeu que suspeitas envolvendo integrantes da Corte sejam esclarecidas publicamente.
O ex-ministro também destacou que o STF não pode ser utilizado para proteger eventuais desvios individuais e que a transparência é essencial para preservar a credibilidade do Poder Judiciário.
Até o momento, não foi informada uma data para a realização da sessão pública solicitada pelos ex-ministros.
Informações: Agência Brasil e Blog do Berimbau, com edição Portal Mauá News.

