O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (23) uma resolução que busca limitar a continuidade de operações militares contra o Irã sem autorização prévia do Congresso. A proposta foi aprovada por 50 votos a 48 e representa uma demonstração de independência do Legislativo em relação à administração do presidente Donald Trump.
Embora não tenha força de lei e não produza efeitos imediatos sobre a política externa norte-americana, a medida foi interpretada como um importante posicionamento político do Congresso diante das recentes tensões envolvendo os dois países.
A votação contou com apoio de parlamentares dos dois partidos. Quatro senadores republicanos votaram ao lado dos democratas, evidenciando divergências dentro da própria base governista sobre a condução das ações militares e da política externa dos Estados Unidos.
A resolução já havia sido aprovada anteriormente pela Câmara dos Representantes, onde recebeu 215 votos favoráveis e 208 contrários. Assim como ocorreu no Senado, parte dos republicanos apoiou a iniciativa ao lado da bancada democrata.
O debate acontece em meio às incertezas sobre a estabilidade do cessar-fogo anunciado recentemente entre os Estados Unidos e o Irã. Apesar da redução das hostilidades, cerca de 50 mil militares norte-americanos permanecem posicionados no Oriente Médio, mantendo o cenário de atenção na região.
Entre os críticos da proposta, o senador Jim Risch, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, afirmou que a medida possui caráter apenas simbólico e não deverá influenciar as decisões da Casa Branca sobre eventuais operações militares.
O texto reforça o debate sobre os limites dos poderes presidenciais em ações de guerra e o papel do Congresso na autorização de intervenções militares norte-americanas no exterior.
Informações: SBT News, com edição Portal Mauá News.
