Uma pesquisa desenvolvida no Paraná pode representar um importante avanço no tratamento do câncer do córtex da adrenal, um tumor raro e agressivo que afeta principalmente crianças. A vacina terapêutica, criada por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe (IPP), em Curitiba, entrou em uma nova etapa de desenvolvimento e deve iniciar testes em camundongos a partir da segunda quinzena de setembro.
Diferentemente das vacinas preventivas, o imunizante está sendo desenvolvido para ser aplicado após o diagnóstico da doença. A terapia utiliza células do próprio sistema imunológico do paciente, treinadas para reconhecer e atacar o tumor de forma mais precisa, estimulando o organismo a combater as células cancerígenas.
Nos testes realizados até o momento em laboratório (in vitro), a vacina apresentou resultados promissores, conseguindo atacar as células do tumor. Com esse avanço, os pesquisadores se preparam para iniciar a fase de experimentação em animais.
O estudo é liderado pelo médico Bonald Cavalcante de Figueiredo, diretor do Biobanco do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, instituição vinculada ao Hospital Pequeno Príncipe.
O câncer do córtex da adrenal se desenvolve na camada mais externa das glândulas suprarrenais. Embora seja considerado raro, está entre os tumores infantis mais agressivos. Quando identificado precocemente, o tratamento cirúrgico costuma oferecer altas chances de cura. No entanto, alguns pacientes são diagnosticados em estágio avançado e não respondem adequadamente à cirurgia ou à quimioterapia.
Segundo o pesquisador responsável, é justamente para esses casos que a vacina terapêutica pode representar uma nova esperança de tratamento no futuro.
Apesar dos resultados iniciais animadores, os pesquisadores ressaltam que o imunizante ainda está em fase experimental e precisará passar por todas as etapas de testes antes de uma eventual aplicação em pacientes.
Informações: Bem Paraná, com edição Portal Mauá News.

