O setor florestal paranaense acompanha com preocupação os impactos da nova tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país. A medida foi confirmada na quarta-feira (15) pelo governo norte-americano e coloca a indústria madeireira entre os segmentos mais afetados.
A decisão foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após recomendação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana.
Apesar da confirmação da tarifa adicional, o governo dos EUA divulgou uma lista de exceções. O alcance dessas isenções ainda está sendo analisado pelas entidades que representam o setor florestal brasileiro.
A Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas) informou que realiza uma avaliação técnica da medida para identificar quais produtos de madeira ficaram, de fato, isentos da nova cobrança.
Segundo o presidente da entidade, Fabio Brun, a classificação tarifária utilizada pelos Estados Unidos é complexa e exige uma análise detalhada antes de conclusões definitivas.
“Neste momento, nossa mensagem é de cautela. Há indícios de que alguns produtos de madeira possam ter sido contemplados pelas exceções, mas ainda precisamos confirmar essa interpretação e entender o alcance dessas isenções para toda a cadeia produtiva”, afirmou.
A expectativa do setor é que a análise técnica esclareça os efeitos da medida e permita avaliar os impactos econômicos sobre a produção, as exportações e a competitividade da indústria madeireira paranaense.
Informações: RIC, com edição Portal Mauá News.

