A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pediu à Procuradoria-Geral Eleitoral a abertura de uma investigação para apurar a origem e a disseminação de publicações que afirmavam que ele pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, caso fosse eleito.
A informação circulou nas redes sociais nos últimos dias, mas não existe proposta apresentada por Flávio Bolsonaro com essa finalidade. O candidato publicou um vídeo desmentindo o conteúdo e afirmou que, apesar de ser evangélico, respeita todas as religiões.
Segundo o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, foram solicitadas providências para identificar os responsáveis pela divulgação. Flávio atribuiu a propagação da informação a adversários políticos, acusando o PT de espalhar o conteúdo.
A polêmica surgiu após publicações associarem ao candidato um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado federal Professor Victório Galli. A proposta pretendia substituir a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos católicos apostólicos romanos do Brasil”, mas foi arquivada em 2008 e não foi apresentada por Flávio Bolsonaro.
Durante a campanha, Flávio declarou que, se eleito, pretende publicar um decreto afirmando que o “Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. A manifestação, direcionada principalmente ao eleitorado evangélico, é distinta do antigo projeto relacionado ao título de Nossa Senhora Aparecida.
Nesta sexta-feira (25), o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que plataformas digitais removessem publicações que apresentavam como verdadeira a informação de que Flávio ou sua família pretendiam retirar o título da padroeira.
Nossa Senhora da Conceição Aparecida é reconhecida oficialmente como padroeira do Brasil pela Lei nº 6.802, de 1980, e sua celebração ocorre em 12 de outubro.
Informações: Metrópoles e UOL, com edição Portal Mauá News.

