O fechamento de um acesso rural utilizado por moradores de Mauá da Serra voltou a acirrar a discussão sobre a instalação dos pórticos de pedágio no município. Nesta sexta-feira (31), a medida gerou reação da Prefeitura, que contesta a intervenção realizada pela concessionária responsável pela rodovia.
Segundo informações divulgadas, equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da concessionária Motiva Paraná estiveram no local para comunicar o fechamento de porteiras em um acesso à PR-272, utilizado por moradores como alternativa aos pórticos de pedágio. As chaves das porteiras deverão ser entregues aos proprietários da área.
A polêmica ocorre após a implantação de dois pórticos de pedágio, que motivaram protestos de moradores da região da Serra do Cadeado e de comunidades próximas, que alegam precisar passar pelos equipamentos sempre que se deslocam até a área urbana do município.
Como alternativa, a Prefeitura havia anunciado melhorias em uma estrada rural que liga Mauá da Serra à PR-272. Conforme a administração municipal, a via existe há cerca de 60 anos, integra a malha viária do município e não foi aberta recentemente para funcionar como desvio.
Em entrevista ao Blog do Berimbau, o prefeito Giva Lopes afirmou que o município não foi comunicado previamente sobre a intervenção.
“É uma falta de respeito. Nós não fomos notificados dessa intervenção. É um absurdo fecharem uma estrada que pertence ao município. Já entramos em contato com a ANTT e agendamos uma reunião para contestar essa decisão”, declarou.
O prefeito informou ainda que enviou máquinas ao local e afirmou que, caso sejam instaladas porteiras, a administração municipal pretende removê-las. Segundo ele, existe uma lei municipal que reconhece a estrada como de utilidade pública.
De acordo com um ofício obtido pela reportagem, a PRF encaminhou, em 23 de junho de 2026, um documento à Motiva Paraná informando a existência de um acesso considerado irregular no km 291 da BR-376, em Mauá da Serra. Conforme o documento, motoristas estariam ingressando na rodovia pela contramão de direção, criando risco de colisões frontais. Diante disso, a corporação solicitou que a concessionária realizasse vistoria técnica e adotasse medidas para impedir esse tipo de manobra.
Até o fechamento da reportagem, a Motiva Paraná e a Polícia Rodoviária Federal não haviam se manifestado sobre o caso.
Informações: Blog do Berimbau, com edição Portal Mauá News.

